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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Cuidado com as batidas da cabeça das crianças.

Criança quando bate a cabeça quase sempre é motivo de pânico para a mãe, o pai ou quem estiver por perto.

Previnir é o melhor, mas um galo ou outro será inevitável na vida de seu filho. Saiba o que fazer ao se deparar com esse acidente tão típico da infância.

A cabeça do Bebê

Os bebês geralmente ficam em locais muito altos se levarmos em conta o seu tamanho – isso inclui o seu colo -, e uma queda fica mais perigosa. Os riscos aumentam quando eles começam a se movimentar sozinhos. Mas sabe aquela coisa de dizer que a natureza é sábia? “A cabeça do bebê é mais resistente aos traumatismos já que, como ainda esta em crescimento, tolera melhor pequenos aumentos da pressão intracraniana”, explica o pediatra Márcio Moreira, do Hospital Israelita Albert Einstein (SP). Isso também diminui os riscos de fraturas. Por outro lado, uma lesão interna é mais difícil de ser identificada.

Moleira e o Desequilíbrio

Você sabia que a cabeça do bebê mede um terço de seu tamanho total ao nascer e atinge 50% em poucos meses? Por isso as crianças pequenas se desequilibram fácil: sua cabeça é grande e pesada em relação ao corpo. A fontanela ou moleira permite esse crescimento e se fecha entre os 12 e os 24 meses. Se houver choque nessa região, observe se a moleira incha ou afunda.

“Crianças aprendem muito rápido. Se um dia não rolavam ou ficavam em pé, no outro já conseguem. É a novidade de se sustentar e se mover que causa os desequilíbrios”, explica Carlos AugustoTakeuchi, neurologista pediátrico do Hospital Infantil Sabará (SP).

Onde mora o perigo

A intensidade da pancada é o que mais importa. No entanto, o local onde ela ocorre precisa ser levado em conta. Nos bebês, a região da moleira é uma das mais sensíveis assim como, em qualquer idade, a área atrás das orelhas, bem na lateral da cabeça. Por ali passam artérias que podem se romper, criando hematomas.


Cuidados imediatos

Tentem não entrar em pânico.A criança já vai estar assustada e acalma-la fará com que você possa avaliar melhor a situação. Tombos e trombadas fazem parte do aprendizado. Passado o susto, observe se há cortes, sangramentos ou hematomas (os famosos roxos). Você pode fazer compressa com gelo, sempre protegido por um pano, para diminuir o inchaço.

Você não pode passar pasta de dente nem colocar nada quente, pois dilata os vasos sanguíneos. Se a criança ficar bem logo, da para observa-la em casa.


As 12 horas seguintes à batida são as mais importantes, mas fique atento pelos próximos dois dias se não há nenhuma alteração de comportamento. Um estudo publicado na edição deste mês da revista Pediatrics analisou 40 mil casos e apontou que, com um pouco de observação, as tomografias e raios X em crianças que batem a cabeça poderiam ser reduzidos para a metade. Em caso de duvida, ligue para o pediatra.

Caso de Pronto-Socorro

Se o seu filho desmaiar, vomitar uma mais vezes, mostrar desorientação, continuar muito irritado depois de 15 minutos da queda, ficar muito mole e sem pique ou se o machucado não parar de sangrar, não pense duas vezes e vá ao hospital. Esses sintomas podem aparecer mesmo horas depois.

Dormir ou não dormir

As instruções não são tão rígidas assim. Você pode, sim, deixar seu filho dormir. A sonolência é normal após a batida e uma cochilada de ate 20 minutos ajuda a relaxar. O que não pode é um sono muito profundo por mais de três horas seguidas, em que a criança não acorda logo que você chama ou para mamar, no caso dos bebês.

Pergunte ao seu filho

Se ele já sabe falar, pergunte se ele esta tonto, enjoado, aonde dói, se sente sono. No caso de você não estar por perto na hora do acidente, pergunte para a pessoa que estava com ele, o que estava fazendo quando bateu a cabeça, se estava em pé, sentado, correndo, de qual altura e de onde caiu, em que parte da cabeça foi a pancada e como foram as reações de seu filho.

Prevenção, o melhor remédio

“Por esta no colchão, as pessoas acham que a cama do casal é segura, mas não é nada se a crianças estiver sozinha”, alerta Simone de Campos Vieira Abib, cirurgiã pediátrica da Unifesp e presidente da ONG Criança Segura. Berços devem ser regulados: conforme seu filho começa a ficar em pé e se apóias nas laterais posicione a grade acima da linha dos mamilos, para evitar quedas. Retire tudo que puder servir de apoio.Se ele já cresceu demais, é hora de passa-lo para a cama. Proteja escadas com grades e ensine que ele não deve subir na privada com a tampa fechada, pois ela pode se quebrar. E, por ultimo, a regra mais importante: um adulto sempre por perto atento.

Fonte: Revista Crescer

11 conselhos para ensinar as crianças a pensar


Diante de tantos perigos que espreitam nossos filhos, no mundo real, na internet, na TV, e...



... como não podemos deixá-los isolados em uma redoma de vidro, a única forma de protegê-los é educando-os na liberdade e na responsabilidade. Mais que ensinar a pensar, a função dos pais deve consistir em motivar os filhos para que eles queiram pensar por conta própria.



1. O primeiro é agir de acordo com a verdade das coisas.

Ensinar os filhos a não se enganarem, a serem sinceros, a agirem com coerência. "Podemos conhecer a química cerebral que explica o movimento de um dedo, mas isso não explica por que esse movimento é usado ora para tocar piano, ora para apertar o gatilho" (Marcus Jacobson). E também que "não podemos baratear a verdade" (F. Suárez), desmerecendo seu valor, como se fosse época de liquidação.

2. Um segundo conselho é saber que "o treinamento é uma exclusividade da inteligência humana"
É preciso enriquecer a linguagem, fomentar o diálogo, o exercício mental de raciocinar, de defender uma causa, de ter argumentos para as próprias decisões, não bastando fazer apenas o que fazem os demais, tal qual "maria-vai-com-as-outras". Aprender a pensar é descobrir todo o imenso poder que a moda exerce no mundo e saber sair da jaula mental em que ela pode nos aprisionar. O livre pensador, ou simplesmente, o pensador, não deve sacrificar sua liberdade de pensamento no altar da moda. Sacrificar a verdade no altar da moda é uma das perversões mais nocivas do pensador. Entretanto, com demasiada freqüência encarceramos a razão na jaula da moda. Treinamento e cultivo, dado que "a terra que não é lavrada manterá dará abrolhos e espinhos, ainda que seja fértil. Assim acontece com o entendimento do homem" (Sta. Teresa de Jesus).

3. Já que é impossível nunca cometer erros, pelo menos, por utilidade e por dever, precisamos aprender com nossos erros.
Se queremos aprender a pensar, deveremos descobrir o mundo tão humano do erro. "Errar é humano", descobriram os antigos. O erro é o preço que o animal racional deve pagar.

4. Deliberar é a segunda etapa da vontade.

Seremos tanto mais inteligentes e livres quanto mais conhecermos a realidade, soubermos avaliá-la melhor e nos tornemos capazes de abrir mais caminhos. Seria um erro pensar, observa Leonardo Polo, que o homem inventou a flecha porque tinha necessidade de comer pássaros. Também o gato tem essa mesma necessidade e nem por isso inventou nada. O homem inventou a flecha porque sua inteligência descobriu a oportunidade que lhe oferecia um galho de árvore.

5. Manter aberta a nossa capacidade de dirigir a nossa conduta por valores pensados.
Temos que passar do regime do impulso irracional para o regime da inteligência. Mais que ensinar a pensar, a função dos pais deve consistir em motivar os filhos para que eles queiram pensar por conta própria. Com atitudes positivas, as meninas são capazes de devorar o mundo; com atitudes negativas, pensar parece algo cansativo; o agir, algo medíocre.

6. Ensinar a tomar decisões. A inteligência é a capacidade de resolver problemas vitais.

Não é muito inteligente quem não é capaz de decidir, mesmo que dentro de seu refúgio consiga resolver com desembaraço problemas de trigonometria. Se concordamos que educar é essencialmente crescer em liberdade e em responsabilidade, aprender a decidir com acerto resulta num dos aspectos-chave desta tarefa: quanto maior for a capacidade de decisão, mais liberdade se obterá.

7. Devemos recuperar e estimular, nas crianças, a sadia estratégia de perguntar continuamente.

As três perguntas fundamentais são: Que é isto? Por que é assim? Como você sabe disso? Aristóteles definia a ciência como "o conhecimento certo pelas causas". Então, habituar-se a formular por quês. Os pais devem estimular, motivar, comentar e promover o clima adequado para favorecer os hábitos intelectuais de seus filhos.

8. A inteligência que plantamos deve saber aprender, e, mais que isso, tem de frutificar aprendendo.

Formular perguntas que ajudem os filhos a ser mais reflexivos, a interrogar-se sobre o pensamento: Por que o homem pensa? Você já pensou por que se recorda das coisas? Pensamos enquanto dormimos? O que é que mais te faz pensar? Você consegue pensar em duas coisas diferentes ao mesmo tempo? Leonardo Polo define o homem como um ser que não somente soluciona problemas, mas que também os propõe. De fato, o ser humano progride propondo novos problemas e procurando solucioná-los.

9. A inteligência deve ser eficazmente lingüística.

Graças à linguagem, nós nos comunicamos tanto com os outros quanto com nós mesmos. A inteligência não se assemelha a uma coleção de fotografias, mas a um rio. Rio e inteligência "fluem". Nossa linguagem natural, a língua materna, é como um rio para o qual confluem milhares de afluentes. "A pena e a palavra são as armas do pensador" (JA Jauregui): aprender a pensar é aprender a manejar dois instrumentos do pensamento: a pena e a palavra (N.E.: o autor alude ao antigo uso de uma pena como instrumento de escrita).

10. Estimular a leitura e controlar o uso da TV.
Já que falamos do vôo da inteligência: trata-se de "ser mais inteligente que a TV" (Jiménez). Os livros "têm que ser obras que alimentem a inteligência sem deixar ressequido o coração. Ou seja, devem iluminar a mente com a verdade, e não submergi-la nas névoas da dúvida ou na obscuridade do erro" (F. Suárez).

11. Urge encontrar tempo para refletir, para pensar, o que é menos trabalhoso e mais barato do que outras necessidades que criamos para nós.

Sobre o sentido último da vida, das coisas, do ser humano, de Deus. Quando Unamuno disse que costumava ir passear com pastores de ovelhas para aprender a pensar, para desfazer-se de preconceitos e dogmas escolares, todos estranharam. Entretanto, Unamuno estava sendo sincero. Um pastor de ovelhas dispõe de tempo para pensar, para dar rédea solta à sua imaginação e, assim, desvelar novos horizontes filosóficos que não será visto nunca por nenhum outro filósofo.

Fernando Corominas dizia que é preciso "assentar" na mente e no coração dos filhos as coisas boas, antes que se instalem as más. É chegar antes, educar para o futuro. Sempre que nos abandonamos, retornamos à selva. E a selva de que falo metaforicamente é sem dúvida uma renúncia da inteligência.


Fontes:
arvo.net
aciprensa - http://www.aciprensa.com/Familia/consejoshijos.htm

Estratégias na sala de aula para crianças com problemas de atenção

Antes de começar esta postagem gostaria de dar os devidos créditos. O livro Dificuldades de Aprendizagem da editora Grupo Cultural é um excelente instrumento de trabalho para nós educadores. Tenho destacado aqui no blog os assuntos que acho mais relevantes ao cotidiano escolar, com o intuito de colaborar com os colegas e espero que estejam gostando.
Um beijinho carinhoso e aproveitem!

Seguem as estratégias:

* Sentar a criança
numa área silenciosa.

* Sentar a criança perto de alguém que seja um bom modelo a seguir.

* Sentar a criança próxima de um colega que possa apoiá-la na aprendizagem.

* Orientar a atenção da criança na tarefa que será iniciada. É importante ajudá-la a descobrir e selecionar a informação mais importante, organizá-la e sistematizá-la.

* É necessário dar a ela regras consistentes sobre o que deve fazer; as instruções devem ser parceladas.Em alguns casos é conveniente enumerar as instruções para que seja mais fácil para segui-las.

* As rotinas de trabalho devem ser claras.

* Não é conveniente fazer atividades com limites de tempo. Isto pode favorecer condutas impulsivas.

* Permitir um tempo extra para completar seus trabalhos.

* Encurtar períodos de trabalho de modo a coincidirem com os seus períodos de atenção.

* Dividir os trabalhos que lhes sejam dados em partes menores do modo que elas possam completá-lo.

* Dar
assistência à criança para que ela se coloque metas a curto prazo.

* Entregar os trabalhos um de cada vez.

* Exigir delas menos respostas corretas que do restante da turma.

* Reduzir a quantidade de deveres de casa.

* Dar instruções tanto orais com escritas.

* Dar instruções claras e concisas.

* Tentar envolver a criança na apresentação dos temas.

* Estabelecer sinais secretos entre a criança e o professor para poder fazê-lo notar quando está começando a se distrair.

* É importante que estas crianças estejam em ambientes de trabalho motivantes, com tarefas que sejam significativas para elas.



Autocontrole pode ser mais importante do que inteligência.

Estudo que avaliou 1.500 pessoas do nascimento aos 32 anos constatou que aquelas que conseguiram se controlar desde pequenas tiveram menos problemas de saúde e vícios


Ajudar seu filho a ter autocontrole desde pequeno contribui para que ele tenha uma vida adulta mais saudável e feliz. E , para o bem-estar a longo prazo, essa qualidade pode ser mais importante até mesmo do que a inteligência. É o que mostrou um estudo da Duke University, nos EUA. Os pesquisadores avaliaram 1.500 pessoas desde o nascimento até os 32 anos. E constataram que aquelas que conseguiram se controlar desde a infância tiveram menos doenças (como hipertensão e obesidade), problemas financeiros e dependência a drogas, cigarro e álcool.

Os cientistas levaram em conta características como tolerância aos sentimentos de frustração, persistência para atingir um objetivo, hiperatividade e dificuldade de se manter concentrado em uma mesma tarefa (montar um quebra-cabeça, por exemplo). "Autocontrole é uma qualidade vital para planejar aonde você quer ir, controlar o temperamento quando a vida o frustra, conviver bem com outras pessoas, saber esperar o que é realmente bom em vez de se contentar com seduções imediatas", disse à CRESCER Terrie Moffitt, principal autor do estudo e professor do departamento de psicologia e neurociências da Duke University.

Essa virtude não deve ser confundida com o controle de sentimentos, a ponto de a criança aprender a reprimir o que sente (o que é totalmente contraindicado). “Uma coisa é o filho ficar chateado porque não pode ver TV na hora que quer e aprender a superar esse momento. Outra é proibi-lo de chorar porque está triste”, explica a psicanalista Anne Lise Scappaticci, professora de terapia familiar da Unifesp e colunista da CRESCER.

A forma mais comum da falta de controle é a impulsividade: seu filho se frustra ou se cansa e deixa claro sua insatisfação – com um escândalo ou desistindo da atividade. É claro que fazer birra é normal na infância. Os pais só precisam ficar atentos aos exageros. "Se as reações negativas se tornam um hábito e prejudicam a criança nas relações com outras pessoas, há um problema aí", indica Moffitt.

A consultora de Recursos Humanos Angela Camargo, 34, conversa sempre com sua filha, Luisa, de 3 anos, para que ela etenda que as frustrações fazem parte da vida. “Às vezes não é fácil, mas eu não cedo”, diz. “Mas não vivemos num quartel militar: a gente negocia um prazo, algumas trocas.” Afinal de contas, os combinados também são uma maneira de impor limites.

E saiba que o problema pode se manifestar exatamente de maneira oposta. Vítimas constantes de bullying ou crianças que ficam apáticas diante de uma situação difícil também mostram que não têm controle de si.


Dá para ensinar?


Os especialistas concordam que é possível, sim, orientar a criança desde cedo para que ela aprenda a ter autocontrole. A dica básica é ter em mente que o aprendizado tem dois lados, dos pais e da criança, e que uma boa conversa é essencial sempre. Adultos pacientes e equilibrados tendem a ser mais bem-sucedidos ao ajudar o filho a lidar com frustrações e limites. Veja a seguir outros exemplos de como praticar tudo isso na sua família.
Fonte: Revista Crescer

Como escolher o brinquedo ideal?

As vezes me bate aquela dúvida: O que eu compro para o meu filho? Existem uma variedade brinquedos hoje em dia, mas isso não significa facilidade...

As vezes me bate aquela dúvida: O que eu compro para o meu filho? Existem uma variedade brinquedos hoje em dia, mas isso não significa facilidade... eu fico mais confusa ainda! Fico com medo do brinquedo não ser interessante por ser muito bobo ou avançado demais. Então segue aqui uma lista de brinquedos apropriados para idade da sua criança.

Primeiro mês de vida
Móbiles, espelho, chocalhos, bola, bonecas, dado de espuma, materiais coloridos, macios e que façam ruídos, livros de plástico para o banho.

De um a seis meses
Móbiles com movimento, cor e som, livros com imagens bem definidas, chocalhos e pandeiros, brinquedos de apertar, bola (pe¬quena e leve), fantoches e marionetes, bichos de borracha e blocos plásticos.

De sete a doze meses
Sons de animais, sinos e chocalhos, livros com texturas e sons, caixa de surpresa, quebra-cabeça grande, blocos coloridos, bolhas de sabão, marionetes, fan¬toches, quadro de atividades (discos que giram, botões que apitam), bola, túnel, telefone, pianinho e carrinho de supermercado para empurrar.

De um a dois anos
Encaixes de diferentes formas, quebra-cabeça, brinquedos de empilhar, instrumentos musicais infantis, tiro ao alvo com bolinhas que grudam, jogos de memória, com imagens claras e grandes, de material resistente.

De três a cinco anos
São indicados brinquedos para desenvolver a musculatura e a coordenação, como triciclos, bicicletas, aqueles para estimular o desenvolvimento motor fino, como jogos de construção, blocos, tintas, lápis, massinha de modelar, música, livros e quebra-cabe¬ças; e aqueles para trabalhar a imaginação e a expressão, como
fantasias, bonecos, fantoches, casinha de bonecas, telefone,
carrinhos,trenzinhos,kits de médico, marceneiro, mecânico, animais e marionetes, jogos com regras simples, associando números e letras, coleção de animais. Jogos de computador apropriados para a idade.

De seis a dez anos
Nessa fase, os brinquedos devem se adequar ao que as crianças estão aprendendo na escola. Para estimular o interesse e desenvolvimento, preconizam-se os jogos de tabuleiro com regras (''Senha'', ''Banco Imobiliário'', ''War,'' ''Jogo da Vida'') e de cartas, os livros e músicas, as atividades em grupo, os jogos de estratégia (caça ao tesouro,
mistério), videogames e computador, kits de montagem.

Fique de olho!
Na hora de escolher os brinquedos do seu filho, tenha cuidado com peças pontiagudas, materiais muito duros que podem machucar e brinquedos que desmontam em partes pequenas. Até os quatro anos, as crianças têm um desejo natural de colocar tudo na boca, e a maioria das mortes e lesões nessa idade são devidas a acidentes desse tipo. Fique de olho nas
etiquetas de advertência presentes nas
embalagens e sempre respeite as orientações do fabricante sobre idade, modo de montar etc.

Bullying: problema da escola ou dos pais?


1o Simpósio Brasileiro Sobre Bullying reforça como o ambiente escolar é onde o problema se manifesta com mais clareza...


... a importância de medidas de prevenção nas instituições e o papel dos pais. Saiba também o que fazer se o seu filho é o agressor ou o espectador

O 1° Simpósio Brasileiro Sobre Bullying, que aconteceu nesta terça (3), em São Paulo, e reuniu especialistas das áreas jurídicas, educacional e médica, foi promovido pelo Sindicato de Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo (Sieeesp). E a iniciativa é justamente para reforçar a importância da postura das escolas no combate ao bullying, termo que, segundo o pediatra Lauro Monteiro, só começou a ser usado no país em 2002.


A psicanalista Sônia Makaron, uma das palestrantes, frisou sobre o papel fundamental dos pais no comportamento da criança, apontando caminhos certos e errados (afinal, ter um filho do tipo valentão não é uma vantagem, como se pode pensar), mas como a partir dos 7 anos o olhar da escola para o convívio entre os alunos deve ser prioritário. Segundo os especialistas que participaram do Simpósio, apesar de, aos poucos, as escolas brasileiras se conscientizarem de que o problema também é delas e pararem de achar que bullying é “coisa de criança e passa com o tempo”, muito ainda precisa ser feito. E não há uma receita: cada espaço precisa encontrar a sua maneira de lidar com a situação.


Abaixo, confira a entrevista da CRESCER com a psicanalista Sonia Makaron


CRESCER: O bullying tem idade para começar?
Sônia Makaron:
O bullying tem vários graus, e o mais incipientes podem aparecer já na primeira infância. Porém, é importante os adultos não confundirem uma ação que pode ser feita por curiosidade (a menina de 4 anos que levanta a saia da coleguinha da mesma idade talvez só queira verificar o sexo alheio), com pequenas crueldades repetitivas, que geram sofrimento no outro, característica do bullying. Nessa fase, os pais têm que explicar, dizer que está errado, mas sem punir. Se o fenômeno persistir, indico castigos leves, como ficar sem algo de que gosta. Esse é o momento do problema em que os pais mais têm que agir, pois as crianças ainda estão muito ligadas a eles. A partir dos 7 anos, a idade da razão, o bullying toma a forma mais característica e discutida hoje, com apelidos maldosos e agressões, por exemplo. A partir desse momento, o papel da escola passa a ser prioritário.


C.: Então é na escola que o bullying tem de ser combatido?
S.:
Mais do que isso, é no espaço escolar que o bullying precisa ser prevenido. Afinal, é lá que as coisas acontecem. É obrigação da escola adotar políticas antibullying, conscientizar professores e alertar pais e alunos. Se a escola não contar, os pais, muitas vezes, ficam sem saber, principalmente no caso de crianças que são agressoras e espectadoras.


C.: O que os pais devem fazer quando o seu filho é o agressor?
S.:
Primeiro, eles precisam controlar o sentimento de autoproteção que leva a pensamentos do tipo “o meu filho não tem problemas”. Ser o valentão não é uma qualidade nesse caso. Tampouco orgulhar-se da suposta liderança do filho, que não se sustenta em coisas realmente importantes, como maior conhecimento, ajuda a resolver a questão. Então, é essencial ouvir o que a escola tem a dizer, pois agressores normalmente não contam aos pais o que fazem, e conversar muito com a criança. Outro ponto fundamental é que muitas crianças tornam-se agressivas porque vêm de um ambiente familiar desarmônico. É importante cuidar das relações caseiras também, mostrar que uma forma de socialização pacífica, solidária, que respeite o outro, é possível. Há, ainda, a possibilidade de procurar ajuda de especialistas quando ou o caso é mais grave ou os pais não sabem direito como lidar com a situação.


C.: E se a criança for espectadora?
S.:
Esse, talvez, seja o mais difícil de os pais perceberem. Afinal, a escola dificilmente vai procurar os adultos responsáveis pelas crianças que não estão envolvidas diretamente no conflito, apesar de ser o indicado. Acho importante os pais, sempre que possível, levantarem questões, perguntar o que os filhos acham das situações de bullying, e, a partir daí, propor reflexões. Perguntas como “o que você faria se um colega estivesse sendo humilhando?” já indicam o posicionamento da criança. E ressaltar, sempre, que o correto, caso ele presencie cenas de constrangimento, é procurar a direção da escola. Ele não será um dedo duro, mas sim alguém que agiu com solidariedade.


C.: Depois da tragédia de Realengo, o que muda em relação ao bullying?
S.:
O massacre serviu para assustar, mas não necessariamente gerar uma reflexão, pois cada pessoa lida de uma maneira diferente com o sofrimento. Além do que, já é sabido, o atirador tinha problemas psiquícos, e o bullying foi apenas um ingrediente, e não toda a motivação do crime.
Fonte: Revista Crescer

Como educar sem gritos.

A revista chilena Hacer Família publicou um artigo muito interessante em sua edição 125. A autora, Magdalena Pulido S., dá conselhos para pais que acabam perdendo a paciência com os filhos e falando..

Magdalena Pulido

A revista chilena Hacer Família publicou um artigo muito interessante em sua edição 125. A autora, Magdalena Pulido S., dá conselhos para pais que acabam perdendo a paciência com os filhos e falando em voz alta ou mesmo gritando.

Para evitar essa situação, Magdalena ouviu alguns pais e dá as seguintes dicas com base em casos reais:

Entender que não adianta gritar

“Notei que, por mais que gastasse a minha garganta, meus gritos não estavam tendo o efeito desejado. Dei-me conta de que os ouvidos dos meus filhos tinham se acostumado ao terrível volume da minha voz: cão que ladra não morde... Agora, quando me vejo na tentação de gritar, penso nos péssimos resultados que isso traz e opto por outras maneiras de comunicação.” Antonia, quatro filhos.  
Ir até onde estão os filhos

“Descobri que dirigir minha casa desde o lugar onde estava ou fazendo minhas coisas era o que mais me fazia gritar: “banhoooo”, “tá na meeeesa!”... e a interminável lista de ordens diárias. Entendi que se me deslocava para o lugar onde os meus filhos estavam, os gritos diminuíam sensivelmente. Parece algo óbvio, mas ao rever condutas, vemos que é isso o que acontece. Façam a prova, o resultado é garantido”. Teresa, cinco filhos.
Pedir um tempo

“São as mães que têm grande parte da responsabilidade de pôr as coisas em ordem. Por isso, notava que ao fim do dia estava dando gritos e chamava à atenção das crianças por coisas sem importância. Quando meu marido chegava, ficava mal impressionado com o meu jeito. Então decidimos que ele tomaria as rédeas quando chegasse do trabalho. Ele se encarregaria de que escovassem os dentes e fossem para cama. Isso fez com que minha conduta melhorasse bastante”. Trinidad, três filhos.