sábado, 27 de julho de 2013

EDUCANDO...

Educação na infância: erros mais comuns

Qual papai ou mamãe nunca parou diante de seu filho e já se perguntou: "Onde foi que eu errei?". Malcriações, birras e manipulações de crianças são atitudes que normalmente levam os pais a fazerem tal pergunta.
Não se desespere, afinal educar não é fácil. Mas também não é um bicho papão. Aprendemos com os erros e quanto mais cedo a falha for identificada, mais fácil de se evitar conflitos entre pais e filhos.
Existem alguns erros na hora de educar os filhos que parecem bobos, mas que se reforçados e repetidos são capazes de prejudicar o desenvolvimento da criança, mesmo que a intenção dos pais seja a melhor.
Começando pela alimentação que é uma das principais queixas dos pais. "Meu filho não come", "Tenho que ficar correndo atrás do meu filho para que ele coma" são frases bastante ouvidas pelos pais. Para evitar esse aborrecimento atitudes simples podem ser realizadas desde cedo.
Nada de aviãozinho, televisão ou barganha para que a criança coma. A criança deve entender que sem a comida poderá ficar fraca, com fome e até doente. Qualquer atitude que faça com que a criança coma sem prestar atenção na comida é ruim.
A alimentação deve ser colorida, diversificada e balanceada para a criança não enjoar e aprender a comer de tudo e assim evitar qualquer distúrbio alimentar, como obesidade, bulimia ou anorexia.
Mimar demais a criança não é bom - Outro velho excesso praticado pelos pais: fazer tudo pela criança, mesmo tarefas que já pode realizar sozinha, superprotegendo o filho, é prejudicial ao desenvolvimento social.
Normalmente essas crianças crescem se achando o centro do mundo, mandando e desmandando em tudo e exigindo até o que deve ser feito no jantar. Não conseguem se adaptar na escola, sentem-se inseguros e tornam-se inseguros e irresponsáveis justamente porque nesse lugar ele será apenas mais um, e não o dono do pedaço.
Saiba dizer "não" e dê bronca quando realmente for preciso.
Outro erro comum é negar a dor da criança. Quando a criança rala o joelho numa brincadeira a mamãe com toda boa intenção do mundo tenta amenizar a dor dizendo: "Não foi nada, já passou".
Fazendo assim, a criança acha que os pais não se sensibilizam a sua dor e tendem a procurar uma outra pessoa, deixando uma mágoa. Ou então, se for excessiva essa atitude dos pais a criança fica insegura aos seus sentimentos não entendendo se sente dor, raiva ou medo já que seus pais dizem que não é nada.
Quando os pais chamam a quina da estante de boba quando a criança bate com a cabeça é tirar da criança a responsabilidade de cuidados consigo mesma e colocar a culpa no objeto. Isso pode colocar a vida da criança em risco em situações mais graves. Quando ocorrer novamente o incidente, converse sobre a importância de se evitar acidentes e dos cuidados que a própria criança deve ter.
Deixar o filho ganhar constantemente um jogo só para não vê-lo frustrado com a perda já que não tem a mesma capacidade que a sua faz com que a criança aprenda que a vida é só ganhar. O jogo faz com que a criança espere a sua vez, aceite regras e limites impostas, aprenda a negociar e aceite que a vida é feita de ganhos e perdas.
E a máxima da educação é o exemplo. A criança aprende com exemplos de quem ela confia que são os pais. Se os pais não têm boas maneiras, não pedem, por favor, não dizem obrigado ou bom dia, comem assistindo televisão ou brigam muito passam esses valores para a criança e é isso que irá fazer. Os filhos são o espelho dos pais.
Dicas


Não critique ou elogie demais o seu filho. Tanto um como o outro é prejudicial. O bom senso é a melhor medida.


Não se culpe pelo erro, filho não vem com manual de instruções. Só não insista no erro já detectado.


Na dúvida, procure sempre um especialista para te orientar.


FONTE: GUIA DO BEBE

POSSO COMER ..ASSINTINDO TV?

Refeição e televisão não combinam, não


Os hábitos alimentares das famílias estão ficando cada vez piores e isso traz prejuízos aos filhos. Muitas crianças estão apresentando “doenças de adulto” por conta da alimentação inadequada, como o colesterol e diabetes. E não é que a televisão pode entrar como vilã da boa alimentação?
Criança que come e assiste televisão acaba não conseguindo mastigar direito e nem prestar atenção no que é transmitido na telinha.
O número é assustador, mais de 60% dos brasileiros, incluindo as crianças, estão acima do peso. Grande parte das crianças já apresenta sintoma de alguma doença conseqüente do aumento de peso ou do excesso de gordura ingerida e ainda tem maiores chances de se deparar com uma doença cardíaca na vida adulta.
Não é só o fato de não mastigarem corretamente que ocorre com o pequeno em frente à TV. Crianças que fazem as refeições diante da televisão não prestam atenção no que comem e nem ficam atentos quanto à satisfação, perdendo a noção da quantidade de alimento ingerido, podendo consumir muito mais calorias.
Muitas vezes o seu filho poderá fazer chantagem dizendo que só vai comer se estiver na frente da televisão. Se ceder uma vez, a criança irá querer sempre. Não fique aflita se ele não quiser comer, apenas diga que seu prato está na mesa e que poderá vir comer. Quando a fome bater, seu filho irá certamente até a mesa.
Cada um pro lado – É comum hoje em dia ver o pai vendo TV enquanto a mãe se alimenta na cozinha, tendo o filho jogando videogame no quarto. A presença de todos à mesa, sem TV, fortalece a relação entre os familiares e, indiretamente, evita que o filho fique “beliscando” enquanto assiste Chaves, por exemplo.
O horário das refeições em casa que antigamente era feito na mesa com todos reunidos agora é realizado em frente à TV ou até mesmo ao computador.
As refeições realizadas em família sem a intromissão da televisão fazem com que as crianças comam melhor e, portanto, sejam mais saudáveis, principalmente quando os pais têm hábitos saudáveis, com alimentação balanceada e abusando de saladas e legumes.
“A educação nutricional começa em casa”, ressalta a nutricionista Márcia Banin. Ela orienta que o hábito alimentar saudável, principalmente para as crianças baseia-se em quatro regras: horários definidos, quantidade adequada para cada faixa etária, qualidade dos alimentos e mastigação correta.
Olhinho na telinha - TV prende a atenção. Por isso, os pais devem ensinar o filho a mastigar os alimentos de maneira correta, mostrando que a hora da refeição é harmoniosa e tranqüila. As crianças são muito atentas e imitam os pais. O bom exemplo é o primeiro passo.
A televisão é um ótimo entretenimento e muitas vezes fonte de aprendizado se tiver um limite. São os pais que devem colocá-los. O dia tem 24 horas que é tempo suficiente, se bem organizado, para brincar, assistir televisão, estudar e descansar.


Dicas
O costume de realizar as refeições diante da televisão pode levar as crianças “beliscarem” fora do horário enquanto assistem o desenho animado preferido. Normalmente esses “beliscos” são salgadinhos, chocolate ou bolachas, nada saudáveis.


As refeições em família sem a TV ligada são ótimas para fortalecer os vínculos afetivos entre pais e filhos. Proporcionar uma alimentação adequada aos filhos demanda tempo e dedicação, mas ver os pimpolhos saudáveis é uma recompensa e tanto.


As crianças são receptivas a atividades diferentes e por isso são mais fáceis de largar o hábito de assistir muita televisão.
FONTE GUIA DO BEBE.

COMBINANDO REGRAS....

Filhos que manipulam os pais

Que chato dizer “não” para o meu filho. Certamente você já deve ter seguido essa linha de raciocínio pelo menos uma vez na vida. Mas saiba que esse “não”, futuramente, pode ser uma tacada certeira para o decorrer da relação pai e filho.
O problema mora justamente aí. Muitos pais acham que dizer sim ou aceitar tudo que as crianças pedem irá compensar a ausência enquanto trabalham fora. Ou simplesmente porque dizer sim é mais fácil, estão cansados para escutar as reclamações e choradeiras dos pequenos.
Aceitar tudo o que o querido de casa determina é a porta de entrada para uma má educação por parte dos pais. Quem alerta é a pedagoga Varuna Viotti.
“Na preocupação de não frustrar as crianças, de satisfazerem todos os seus desejos, os pais vão perdendo o domínio da disciplina familiar, que é o respeito básico para que a criança e mais tarde o adolescente e o jovem aceitem regras e normas na escola e na vida”, diz a profissional.
O reflexo disso é visto não tão somente dentro de casa, mas o falso autoritarismo da criança é transportado para o mundo externo, ou seja, à escola e também nas relações com outras crianças. É cada vez maior o número de queixas de professores em relação à indisciplina e à falta de limites de crianças, fruto de uma educação refém das normas e determinações do filho.
O novo dono da casa - Com apenas três anos de idade já é possível detectar traços de dominação no ambiente familiar. Na base do condicionamento, ela vai se acostumando a executar determinadas ações que nem sempre são aconselháveis para uma boa formação educacional.
E isso é ruim para a criança, pois, sem saber, terá enorme dificuldade de convivência com os demais. Inicialmente, pelos pais permitirem tudo, a criança tende a não se sentir amada. Excesso de tolerância pode significar indiferença e falta de amor.
Conseqüentemente, esse ambiente centralizador gera insegurança e até mesmo agressividade no comportamento infantil. Já em um ambiente estranho, a criança terá grandes dificuldades para agir, pois não será a “dona do pedaço”, fazendo com que a insegurança e a agressividade se transformem em autodefesa.
 
“Disciplinar os filhos faz parte do processo de amor dos pais e mesmo que a princípio eles reajam e não aceitem prontamente a disciplina, certamente no futuro irão reconhecer que foi esta disciplina que sedimentou tudo o que conseguem na vida”, informa Varuna Viotti.

Os pais devem ser bons exemplos. Cortar passeios ou outras atividades caso a criança volte a apresentar um comportamento inadequado pode ser uma boa maneira de coibir os abusos. Agir sempre de forma moderada.
Não há como cuidar dos filhos “sob uma redoma” onde tudo é permitido. A sociedade vai cobrar limites e nem tudo que a criança quiser vai conseguir, assim sendo por toda a vida. Estabelecer limites e disciplina requer paciência e firmeza.
Os pais precisam entender que poupar o filho de situações difíceis, super protegendo-o, abrindo mão dos limites, é o primeiro passo para problemas mais sérios na adolescência.
Criança que cresce achando que tudo pode e que só terá coisas boas na vida terá mais propensão a ser seduzido por outros fatores que funcionam como “iscas” para fugir da realidade que encontrará, entre os quais a bebida e as drogas.
Portanto, pense duas mil vezes antes de dizer um “sim” ou “não”. Em breve, seu filho agradecerá por isso.
FONTE GUIA DO BEBE


Filhos autônomos, filhos felizes.........

Filhos autônomos, filhos felizes

(Cris Poli – Super Nani)


Os pais criam os filhos autônomos quando lhes ensinam aquilo que precisa ser feito, da maneira que acreditam ser correta, capacitando-os para a vida e não os abandonando à própria sorte. Não é preciso se preocupar com o momento de solta-los, pois eles mesmos caminharão com as próprias pernas para fazer tudo o que lhes foi ensinado.

Quando for cobrar, verifique o que foi assimilado e complete com as orientações que ache que ficou faltando.
Entretanto, tenha isso em mente: a base para desenvolver a autonomia está em ensinar a seus filhos os valores que você acredita serem corretos e estabelecer regras convenientes.

E também deixar claro aquilo que espera deles.

Pais capacitados a educar os filhos sabem dar responsabilidade a eles, sabem até onde podem exigir deles, e não exigem nem mais e nem menos que isso; não extrapolam e nem se omitem e têm a autoridade para impor a disciplina necessária. Se você deseja ser um bom pai ou uma boa mãe, deve – e pode – aprender a fazer tudo isso.

Um casal só se capacita na tarefa de ser pai e mãe por meio de muito diálogo, muito interesse, muita paciência e determinação. O resultado sempre vale a pena.

Os pais têm que ter autoridade. Ela é conquistada com respeito, posicionamento, valor e determinação. As crianças reconhecem alguém com autoridade e obedecem a voz de comando.

Deixar os filhos à vontade para fazer o que quiserem torna-os inseguros, sem rumo e infelizes.

Senão há quem as oriente e as controle, as crianças, em geral, ficam perdidas, não sabem o que fazer. Quando isso acontece, está aberto o caminho que possivelmente levará seus filhos a tornarem-se crianças-problema.

A bíblia diz que os nossos filhos são como flechas na mão do arqueiro.

Você precisa saber para onde as atira, pois, se as jogar ao acaso, sem mirar, elas irão parar em qualquer lugar, e, em geral, nunca vão para o lugar que você  gostaria.

AUSÊNCIA DE LIMITES

Freqüentemente vemos na mídia impressa e televisiva, atos de abuso cometidos por adolescentes a colegas de classe e professores, dentro das instituições escolares. E nas discussões surgidas desses acontecimentos, fala-se repetidamente em falta de limites. Mas, quem ensinou as crianças e adolescentes a compreenderem o que são regras, limites, e ainda, para que servem? Verifica-se que os educadores defendem-se com o conhecido discurso sobre a falta empenho familiar, e por outro lado, a família, coloca a falta de tempo e horários prolongados de trabalho como escudo para justificar a sua omissão.

Assim como relata PEREIRA (2007):

A crise econômica obrigou famílias a repensarem e reformularem suas estratégias de vida, sobretudo no que concerne à obtenção dos rendimentos, tendo em vista fugir o máximo possível do impacto da recessão, do desemprego e da perda do seu poder aquisitivo.
Contudo, os atos de vandalismo, desrespeito as regras das instituições familiares e escolares são evidentes, e merecem atenção e estudo por parte dos educadores. Vê-se que existe uma constante busca para impor as regras da sociedade a crianças e adolescentes na contemporaneidade. E para tanto, pais e educadores utilizam-se de instrumentos característicos para impor normas e princípios.
A criança ou adolescente sem limites, geralmente é fruto de uma vida sem obrigações e responsabilidades. A família, muitas vezes utiliza-se do poder aquisitivo, para presentear os filhos, de forma a convencê-los a colaborar com as tarefas domésticas ou esforçar-se nos estudos. Essas atitudes, muitas vezes, é o modo que os pais encontram para justificar o tempo que permaneceu ausente, como bem retrata SAMPAIO (2010): O que acontece é que muitos pais tentam compensar a ausência enchendo a criança de brinquedos para que ela não cobre sua presença constante. Na verdade são os pais que se sentem bem achando que esta atitude preencherá o vazio. Serve como uma válvula de escape.
Medidas como essas, são comuns na sociedade atual, principalmente, nas relações onde ocorrem divórcios, e as mães unem-se com novos cônjuges, para ter outros filhos. A frustração do período de separação, seja ela momentânea ou definitiva, acaba fazendo com que os as famílias adotem medidas paliativas para tratar os traumas vivenciados. Por sua vez, a criança ou adolescente, aceitam as situações que as favorecem momentaneamente, mas como seus desejos internos e profundos não são satisfeitos, acabam apresentando atitudes desafiadoras para com os pais e educadores. ZAGURY (1996, p.31) apud FLORÊNCIO, BARRETO E SABRINA, nos diz que (2009): Sentir limites é para criança uma questão de segurança – uma necessidade básica. Não estabelecer limites é uma opção que um pai pode fazer. Mas é importante que, se o dizer, o faça sabendo que, ao contrário do que possa parecer, é também através dos limites que a criança percebe que alguém se preocupa com ela e a protege. O limite faz com que ela perceba também que esse alguém é um alguém forte, que sabe e tem segurança do que faz. (p.11)
E como a criança e o adolescente passam grande parte de seu tempo dentro das instituições escolares, nada mais natural, que eles manifestem as suas angústias no cotidiano escolar. Porém, nota-se que a comunidade docente, vem agindo como a família que não impõe limite aos seus filhos. Pois hora é complacente com as más atitudes dos alunos e hora é rígida em demasia, utilizando-se do poder da atribuição de nota, para coagir ou beneficiar os que agem conforme o exigido.
É preciso entender, que a criança ou o adolescente que infringi regras e não respeita os limites colocados dentro da escola, apresenta sinais de carência, tanto da família quanto da instituição educativa. As mudanças nas relações sociais e nas relações do mercado de trabalho e da família ganharam novos contornos e conseqüentemente, novos desafios educativos surgem para pais, educadores e responsáveis.
O educando manifesta na convivência escolar os problemas emocionais não resolvidos, e acabam envolvendo-se em brigas, discussões e desrespeito aos professores e funcionários da escola. Assim, com a falta de acompanhamento dos pais e o não envolvimento dos educadores, o indivíduo adquire a independência de forma prematura, sem orientação, e para serem aceitos em grupos, se submetem aos atos de vandalismo, porque muitas vezes, ele não foi repreendido nos primeiros anos, quando as primeiras arestas manifestaram-se. Nesta perspectiva, PEREIRA (2008) nos diz que: Por isso é fundamental que os pais comecem a impor limites e regras desde os primeiros anos de vida, para que a criança aprenda que tudo tem seu horário, que não se deve realizar as atividades quando tem vontade e sim quando pode. É preciso aprender a respeitar a autoridade dos pais, para que mesmo sozinhas, obedeçam às regras e façam as tarefas que foram solicitadas pelos adultos. É fundamental que uma criança cresça em um ambiente cheio de harmonia, paz e carinho, onde haja cooperação, solidariedade e principalmente diálogo, para que assim cada membro compreenda as opiniões do outro e aprenda a respeitá-las.
O comprometimento com educação do indivíduo é uma discussão contínua, onde a eterna dúvida é: até onde deve ir à obrigatoriedade da educação familiar e até onde deve ir à obrigatoriedade da educação escolar. E há uma linha tênue que divide as responsabilidades educativas dessas duas instituições. É preciso lembrar que a escola é o lugar que por excelência deve dedicar-se integralmente ao processo de aprendizagem de seus freqüentadores, e para tanto, deve estar em constante estudo, revendo valores, metodologias, e principalmente, que tipo de ser humano pretende-se formar, e para que tipo de sociedade.
Deste modo, precisamos compreender que a escola é reflexo da sociedade, e vice-versa, portanto é preciso que haja um acordo entre família e escola, para que a escola não transforme o lar em uma extensão da escola, e a família, transforme a escola em reunião familiar, ou consultórios médicos. É preciso que trabalhemos juntos, sem coagir os pais, mas convencendo-os como colaboradores, co-autores de todo o processo sem comprometer a autoridade educativa dos educadores e banalizar a profissão.
E quando conseguirmos formar uma sociedade participativa e crítica, chegará o tempo que não precisaremos mais discutir o que é responsabilidade da escola ou da família, porque todos se sentirão partes integrantes do processo escolar. Para tanto, é preciso que estejamos abertos a assumir a nossa parcela de responsabilidade, já que os compromissos educativos fazem parte destas duas instituições: família e escola.

REFERÊNCIAS
Pereira, Luciana Maria de Souza. Relações Conflituosas no Ambiente Familiar: um desafio para a escola na formação da criança. Trabalhos acadêmicos, Campo Grande, v. 1, n. 7, 2008. Disponível em: [http://www.ufu.br]. Acesso em: 17 Maio. 2010.
FLORÊNCIO, Fabíola Ferreira. BARRETO, Priscila Ane Dantas. Cavicchia. Hiperatividade ou Falta de Limites?, Artigo, Campo Grande, v.1, n.14, 2009. Disponível em: [www.psicopedagogia.com.br]. Acesso em : 17 Maio. 2010.
SAMPAIO, Simaia. Aprendendo a dar Limites. Artigos Simaia Sampaio, Campo Grande, v.1, n.13, 2010. Disponível em: [www.psicopedagogiabrasil.com.br/artigos_simaia]. Acesso em : 17 Maio. 2010.
Publicado em 07/10/2010

Currículo(s) do(s) autor(es)
Carla Elias da Silva Pereira - (clique no nome para enviar um e-mail ao autor) - Graduada em Pedagogia com habilitação em Supervisão Escolar pelo IESF – FUNLEC, Campo Grande/MS

AJUDANDO SEU FILHO A ADMINISTRAR O STRESS

Sinais de stress

São muitos os sinais de stress em crianças. Os sinais físicos incluem dor de cabeça, dor de estômago, ranger de dentes, erupções na pele, aumento de alergias, doenças crônicas, mudança de apetite ou de sono. Os sinais emocionais e psicológicos incluem medo ou preocupação excessivos, vergonha ou culpa, apatia ou falta de interesse, depressão ou tristeza, instabilidade de humor e baixa tolerância à frustração - em outras palavras, incapacidade de regular a afeição e as emoções. Os sinais comportamentais são o retraimento, a timidez exagerada. A preocupação excessiva com alguma atividade, as explosões de raiva, as crises de choro, as reclamações e criticas, a implicância e a agressividade. Quando qualquer um desse sinais de stress ameaça o bem estar e a capacidade de funcionar, é necessário buscar ajuda.
 
O que os pais podem fazer

* Primeiro que tudo, conhecer e entender o filho, principalmente porque é muito importante saber reconhecer quando ele está estressado e, se possível, o motivo do stress. Também muito importante é tentar viver e observar os fatos da perspectiva dele e não apenas da sua.

* Segundo, conhecer a si próprio. Tentar entender o como e o porquê da sua maneira de agir. Como o filho influencia a maneira de reagir dos pais? Qual o papel que a própria infância tem na maneira de tratar o stress do filho?

* Perceber quais as expectativas que se tem para consigo próprio e para com o filho, e se essas expectativas são compatíveis com a realidade e com a idade dele. Normalmente, expectativas são rígidas e inflexíveis. Podem ser identificadas como o que está sendo chamado de ''tirania do deveria". Quando alguém acha que "meu filho deveria fazer suas obrigações sem ser lembrado", está querendo que o filho obedeça a um conjunto de regras pré-determinadas. Isso impede que seconheça a criança como ela é, o que ocasiona não só mais stress para ela como limita sua habilidade natural de lidar com esse stress. Tipicamente, as expectativas não realistas da própria criança têm origem nessas exigências.

* Evitar atribuir motivos para o comportamento da criança. Quando isso é feito, pode-se estar criando algo que não existia, aumentando desnecessariamente o stress. É importante entender que qualquer pressuposição a respeito do filho, verdadeira ou falsa, é, essencialmente, um reflexo dos próprios sentimentos. Quando os pais se sentem manipulados ou controlados pelo comportamento do filho, não pressupor que é intencional da parte dele mas, ao invés disso, refletir sobre sua própria experiência e interpretação.
 
* Estabelecer limites firmes mas razoáveis e impor disciplina de maneira constante e não humilhante. O objetivo do modelo parental é agir com sabedoria e autoridade. Evitar rigidez excessiva, inflexibilidade, permissividade, inconsistência, proteção excessiva e controle.

* A boa comunicação entre os pais e o filho é de vital importância. A criança está sempre comunicando, seja falando, agindo ou não fazendo nada. Prestar atenção. O filho guiará os pais. Como já mencionado, não presumir saber o que ele está pensando ou sentindo ou o que pretende fazer. Presumir que conhece o filho tão bem que pode ler sua mente é um pré-julgamento e impede que se escute realmente o que ele está tentando dizer.

* Isso leva ao que talvez seja a mais importante função dos pais a de validar o filho através da validação dos sentimento e emoções dele. Na verdade, antes de escutar o que os pais têm a dizer, o filho precisa sentir que é percebido e compreendido pelo que realmente é. Há muitas maneira de diminuir o valor e a auto-estima de alguém. Humilhar é a mais comum, seja através de abuso físico ou emocional, negligência ou controle excessivo.

* Algumas vezes, invalidamos o que temos intenção de validar. Dizer a uma criança para não se preocupar, pois tudo vai dar certo, pode passar a mensagem de que os temores dela são errados e que o julgamento que ela fez do que pode acontecer é tolo. Isso pode fazer com que se sinta incompreendida ou que ela mesma é deficiente por se sentir daquela maneira. A sugestão é que, primeiro, seja reconhecido o medo da criança e dado apoio aos seus sentimentos; é muito provável que quando e se ela se sentir validada, estará mais aberta tanto para receber o apoio como para escutar o conselho.

CONSELHO AOS PAIS: PREPARAR OS PROFESSORES DOS SEUS FILHOS

Preparar os professores do filho é vitalmente importante para um ano escolar positivo. Estar atento ao conteúdo do que dizer e do processo do como dizer.

Em nível formal, compartilhar com eles livros, artigos e panfletos breves e precisos. Considerar a doação de cópias para serem distribuídas ao pessoal da escola. Identificar nos textos os aspectos que se relacionam especificamente com o filho, também identificando aqueles que não. Muitos professores ainda não conhecem o tipo predominantemente desatento do TDAH, aquele que não demonstra hiperatividade.

Além do material já existente, recomenda-se que os pais e a criança escrevam, separadamente, uma carta pessoal para os professores. Essa é uma forma de aproximar o aluno do seu professor de maneira mais pessoal - um nível que facilita as conexões humanas entre estudante, pais e rofessores. A carta dos pais ao professor deve incluir uma descrição da criança como portador de TDAH, identificando qual o subtipo que ela possui e especificando as características que apresenta. Também pode ser identificado o grupo de profissionais que acompanha o tratamento e o tratamento propriamente dito. Essa carta é a oportunidade de apresentar a criança como uma pessoa inteira, não apenas um portador de TDAH. Descrever alguns detalhes das técnicas que os pais e os professores anteriores descobriram que ajuda o aluno, como lembretes sobre mudanças na programação ou sinais de aviso combinados. Também identificar as técnicas que não funcionaram ou, até mesmo, prejudicaram. Finalmente, incluir informação pessoal: coisas que gosta e não gosta, passatempos, traços fortes, dificuldades e conquistas.

Sabendo quanto tempo leva para aprender a lidar com uma criança de "alta manutenção", quer-se diminuir o tempo que demora para o professor passar a trabalhar de maneira eficaz com um aluno portador de TDAH. Alguns desses alunos são, honestamente, difíceis de apreciar na sala de aula, de maneira que qualquer coisa que possa ser feita para apresentá-Ios como mais acessíveis, amáveis e fáceis de conectar-se, é positiva para eles.
 
Como os pais podem ajudar seu filho a lidar melhor com o stress? A primeira recomendação é informar-se o melhor possível sobre o funcionamento infantil para poder entender o comportamento dele

Portifólio..uma alternativa...

Portifólio na Educação infantil...


Meninas é trabalhoso sim...mas completa nosso trabalho.....e ajuda no desenvolvimento dos nossos picuchos...olha só... o q eu tenho lido......


O QUE É PORTFÓLIO?


É uma técnica inovadora, de avaliar o progresso das crianças através de um conjunto de procedimentos contínuo, são instrumentos de estimulação do pensamento reflexivo.

Essa técnica, pode-se dizer que é uma avaliação contínua mais autêntica, objetiva e compreensiva, permitindo acompanhar todos os processos de aprendizagem.

Resumindo PORTFÓLIO não é um deposito de trabalhos “organizados”é sim um suporte para podermos observar e respeitar o ritmo e auxiliando e dialogando com as crianças sendo um ser singular.

Assume-se então uma estratégia conjunta de reflexão ,ação e avaliação


1-Reflexão(ões) crítica(s) individualizada acerca do grau de participação nos projetos de ação-intervenção com objetivos previamente formulados.

2-Participação dos pais.

3-Reflexão crítica do processo de desenvolvimento do projeto e suas limitações;
4-Produtos em suportes áudio, vídeo.

5-Reflexões final: auto avaliação da participação no processo de avaliação.


CRITÉRIOS DO PORTFÓLIO:

1-Registra idéias, experiências e opiniões acerca do processo de formação.Registar e refletir, de forma sistemática, as suas idéias, motivações, opiniões, propósitos, registra todas as considerações de ordem crítica que considera pertinentes.



FICHA AVALIATIVA:


CRITÉRIOS USADOS PARA AVALIAÇÃO:


NÍVEL I:Satisfaz: Revela intenções claras ,mostra curiosidade e persistência.

Nível ll: Não satisfaz: com algumas dificuldades em concretizar suas idéias.


2-Desenvolve idéias através de experimentação, exploração e avaliação.
FICHA AVALIATIVA:CRITÉRIOS USADOS PARA AVALIAÇÃO:

Mostra que é capaz de explorar ideias de várias formas através de experimentação de possibilidades. Conseguindo encontrar várias possibilidades novas.

NÍVEL I :Satisfaz: Seleciona, analisa e interpreta criticamente.Nível ll: Não satisfaz: Mostra algum interesse na descoberta ,mas limita na organização da informação.
3-Revela capacidades de análise crítica dos produtos elaborados.Consegue avaliar os mesmos e (re)adequá-los à prática educativa.
4-Analisa criteriosamente os materiais produzidos.Coerência entre o todo e as partes, em termos do processo global; Coerência entre o discurso de reflexão crítica (anteriori-posteriori);Avaliação global do seu trabalho em si.

FICHA AVALIATIVA:CRITÉRIOS USADOS PARA AVALIAÇÃO:NÍVEL I :Satisfaz: utiliza problemas pré estabelecidos fazendo sempre uma auto reflexãoNível ll: Não satisfaz: explicita vagamente os problemas pré estabelecidos,limia-se apenas em repetir.
5-Avalia o portfólio como um todo.Esta parte será feita após a conclusão do portfólio, tentando responder a questões como:- Forma de desenvolvimento do projeto;FICHA AVALIATIVA:CRITÉRIOS USADOS PARA AVALIAÇÃO:NÍVEL I :Satisfaz: o resultado foi selecionado criteriosamente demonstrando assim compreenção.Nível ll: Não satisfaz: o resultado final revelam baixa capacidade técnica do domínio da linguagem escrita.
6-Avalia o resultado como um todo:
FICHA AVALIATIVA:CRITÉRIOS USADOS PARA AVALIAÇÃO:NÍVEL I :Satisfaz: Analisa o progresso ocorrido referindo as intenções e fontes.Nível ll: Não satisfaz: Utiliza critérios de avaliação ,não fundamenta a qualidade do seu trabalho nem a forma como desenvolveu.
CLARO QUE OS CRITÉRIOS VARIAM DE ACORDO COM A IDADE, A TURMA, ENFIM, CADA HISTÓRIA É UMA.....VAMOS OBSERVAR......E TRABALHAR..........BEIJOS
RETIREI ESTE ESTUDO DO LIVRO MANUAL DE PORTIFÓLIO